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Estímulo à leitura e alfabetização

Estímulo à leitura e alfabetização

Falar sobre alfabetização é sempre pertinente, uma vez que dela depende toda a trajetória de um estudante. Mesmo sendo assim tão relevante, infelizmente, os dados que temos sobre o número de alfabetizados, de analfabetos e de analfabetos funcionais é entristecedor. No dia 14 de novembro comemora-se o Dia Nacional da Alfabetização e não há data melhor para refletirmos sobre o que cada um de nós pode fazer para mudar esta triste realidade.

Ao se falar em alfabetizar não se deve imputar a responsabilidade unicamente à escola e a seus professores, pois todos temos participação neste processo. Quando digo todos me refiro a família-escola-comunidade. Este tripé tem que caminhar em sintonia para que o resultado seja harmônico.

A criança deve ser estimulada à alfabetização e consequente gosto pela leitura desde seu nascimento. De que forma? Através da contação de histórias. Estudos comprovam que a criança que ouve histórias e vê as ilustrações de seus livros infantis desde bebê desenvolve um vocabulário de até 600 palavras até os seis anos de idade. O desenvolvimento da linguagem vem acompanhado do estímulo cognitivo e consequente melhor desempenho no processo de alfabetização.

Filho que tem pais contadores de história cresce tendo grande intimidade com a leitura e mesmo antes da alfabetização já consegue interpretar textos através do contato com as ilustrações dos livros infantis. Resultado diferente é obtido das crianças que não recebem este estímulo.

Prazer da leitura

Quando a criança inicia seu processo de alfabetização é importante que seja estimulada a ter autonomia para a leitura, para que possa perceber o prazer no ler. Muitas vezes a escola ou mesmo os pais, na euforia de incentivar a leitura, acaba obrigando a criança a ler determinando livro sem que este lhe tenha despertado interesse. Sabemos que muitos professores apontam como tarefas para nota a leitura de determinado livro com respostas a questionários e outros artifícios que, ao invés de motivar, acabam por criar aversão.

Quando a criança inicia o processo de alfabetização é importante que seja estimulada com leitura de pequenos textos ou mesmo histórias em quadrinhos - ótima opção porque os textos pequenos propiciam que o leitor, diante da leitura lenta, não perca o foco da história.

A leitura é uma magnífica ferramenta de construção, mas para que ela possa funcionar eficazmente deve acontecer pelo prazer e não pela imposição, pela obrigação ou como castigo.

Ainda hoje há escolas que mandam o aluno de "castigo" para a biblioteca. Estas atitudes minam a aquisição do saber.

O gosto de cada um deve ser respeitado e para isto o professor deve sempre sugerir opções de leitura para que o aluno possa escolher o que mais lhe chamar a atenção. O professor, ao se referir a uma determinada obra, deve fazê-lo de forma entusiasmada, e isto só acontece quando ele também é um leitor assíduo. Esta empolgação irá despertar o interesse do aluno. O mesmo deve acontecer com os professores de Literatura, que devem envolver os alunos nos diferentes estilos procurando robustecer os argumentos, por exemplo, com as características da época. Esta prática propicia que o aluno entenda as influências que envolveram o autor para escrever sobre determinado tema.

Dever de todos

Todos nós, família-escola-comunidade, temos o dever de despertar o gosto pela leitura em todas as pessoas ao nosso redor independente da idade que tenham.

Se cada um de nós se dispuser a fazer a sua parte, em breve teremos muito mais leitores e consequentemente, muito menos analfabetos.

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